A Crônica de Magalhães Barata

Vista aérea do município de Magalhães Barata

O município de Magalhães Barata, no nordeste paraense, tem a sua história ligada ao município de Marapanim, onde relatos apontam que suas terras faziam parte do território marapaniense, mais especificamente ao distrito de Cuinarana ou Cuiarana. Foi elevado à categoria de município em 29 de dezembro de 1961, através da Lei Estadual nº 2.460, em homenagem a Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, um político paraense. Outro importante fator ao contexto magalhães-baratense é o rio Cuiarana ou Cuinarana, onde por ele há a Reserva Extrativista Marinha Cuinarana , com 11.037 hectares (27.270 acres) , criada em 2014. O rio Cuinarana nasce perto da sede municipal. Ele flui para o norte para se juntar ao rio Marapanim perto da costa atlântica. É protegido pela Reserva Extrativista Marinha Maracanã a leste e pela Reserva Extrativista Marinha Cuinarana a oeste.

Paulino Freire da Silva e José Florêncio Lopes são considerados as árvores genealógicas do lugar; na formação desse, que um dia foi um povoado, não se pode negar a inclusão genética dos africanos, escravos que chegaram em Cuinarana vendidos ou fugidos, viveram e morreram na terra onde não escolheram para tal, mas, pelas condições desumanas a que eram obrigados a obedecer ante os grilhões da escravidão.

Na época uma comunidade de pequeno crescimento através de um período de quase dois séculos, durante o período imperial, ficou Cuinarana alheio a qualquer espécie de melhoramento público. Com advento das políticas partidárias no Brasil e nos demais municípios brasileiros, as comunidades, vilas e municípios começaram a dar seus primeiros passos de desenvolvimento, como: construção do ‘Trapiche da Comunidade de Fazendinha’; construção do cais de arrimo da vila de Cafezal, educação de primeiro grau, inauguração da Unidade Básica de Saúde, dentre outras benfeitorias que o nosso município foi agraciado com recursos financeiros da época.

O município se estende por 323,7 km² e conta com 8.115 pessoas, segundo o Censo de 2022, o que representa uma estabilidade de 0,0% em comparação com o Censo de 2010. Tem como municípios vizinhos: Marapanim, Maracanã e Santarém Novo, situa-se a 14 km a Sul-Leste de Marapanim, a cidade mais próxima nos arredores.

Situado a 50 metros de altitude, de Magalhães Barata tem as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: 0° 47' 42'' Sul, Longitude: 47° 35' 52'' Oeste. A distância aproximada de Magalhães Barata para Belém é de cerca de 158 km, e o tempo de viagem de carro é de aproximadamente 2 horas e 26 minutos.

A cultura de Magalhães Barata é marcada pela forte influência das tradições populares e da culinária local, com destaque para o carimbó e pratos com frutos do mar como o "Escabeche da Tia Filoca" e o "Avuado do Primote". O município também preserva sua natureza, com igarapés, e sua identidade, valorizando a história e o povo paraense, com eventos que celebram a cultura e tradições locais. Tem o título de "Cidade dos Igarapés" devido ao seu grande número de igarapés, com 158 nascentes perenes mapeadas, e é um destino com potencial natural hídrico. Embora o município seja destacado pelos igarapés e nascentes, ele não é conhecido por praias. Um estudo da Universidade Federal do Pará (UFPA) mapeou a bacia do rio Cuinarana e identificou 158 nascentes perenes dentro de Magalhães Barata.

No município ocorrem as seguintes festividades religiosas: Festa de São Sebastião, na localidade de Cafezal, no mês de julho; Festa de Nossa Senhora de Nazaré, na localidade de Nazaré do Fugido, em agosto; e o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, na sede municipal, no dia 5 de novembro.

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