A do município de Limoeiro do Ajuru
No ano de 1956 houve uma tentativa de provocar o desmembramento de parte da área territorial do município de Cametá, para dar lugar ao nascimento do município de Limoeiro do Ajuru. Entretanto, a ação não prosperou, porque o Supremo Tribunal Federal declarou a ação como um ato inconstitucional. Em 1961 o desmembramento foi efetivado, mediante a promulgação da Lei nº 2.460, assim, Cametá cede as terras pertencentes ao distrito de Joana Coeli, surgindo então o município de Limoeiro do Ajuru, que teve como primeiro prefeito Laurentino da Silva.
Não há elementos descritivos e elucidativos sobre a sua evolução na história do município que lhe deu origem. Sabe-se, apenas, o que as crônicas contemporâneas relatam, por vezes contraditoriamente à sua origem.
Assim, por exemplo, Carlos Rocque afirma que Limoeiro do Ajuru teria surgido do distrito de Joana Coeli, do município de Cametá, e de parte do distrito-sede de Oeiras do Pará. Por outro lado, Carlos Fonseca argumenta que o município teria sido formado tão somente com território de Cametá. Porém, há indícios de que os primórdios de Limoeiro do Ajuru remontam a 1895, quando, sob a denominação de Limoeiro, integrava o município de Cametá como vila, elevada a esta categoria pela Lei nº 324, de 6 de julho daquele ano. Esta afirmativa decorre do fato de que Limoeiro não mais esteja incluso na relação dos distritos que, atualmente, compõem Cametá. Além do mais, inexistem referências sobre o desmembramento de Oeiras do Pará, em benefício de Limoeiro do Ajuru.
O nome adveio do rio Limoeiro, que banha o território municipal, e do vocábulo tupi Ajuru, que se refere tanto à árvore da família das rosáceas, de madeira dura e frutos comestíveis.
Atualmente, o município é constituído pelo distrito-sede: Limoeiro do Ajuru.
A manifestação religiosa que mais se destaca no município é a Festa do Dia dos Reis, dedicada ao "Menino Deus”, realizada no dia 6 de janeiro. Na ocasião, a população reza ladainhas nas casas, acompanhada pelo banguê (conjunto formado por pessoas que tocam banjo, bumbos e pandeiros).
Não há no município grupos de dança organizados permanentemente. Os únicos grupos conhecidos (carimbó, siriá, bois-bumbás e samba-do-cacete) são organizados e apresentados comumente nas festas de fim de semana.
O artesanato em Limoeiro do Ajuru é produzido basicamente em tela, sendo que um dos trabalhos mais característicos é o “chapéu de timbói” (espécie de cipó).
Os equipamentos culturais da cidade são formados por uma Biblioteca e uma Casa da Cultura, vinculadas à Prefeitura Municipal.
Seus limites são ao norte com os municípios de São Sebastião da Boa Vista, Curralinho e Muaná, a leste com Igarapé – Miri, ao sul com Cametá e a oeste com Oeiras do Pará.
Os rios limítrofes têm grande importância no aspecto hidrográfico do município. Há o rio Tocantins, no sentido sudeste-nordeste, e o rio Pará, no sentido oeste-leste. Para esses rios converge toda a drenagem da área. Alguns dos acidentes hidrográficos do município apresentam-se na condição de rios e furos, como: Cupijó e Murujucá-Açu, este último servindo de limite municipal entre Limoeiro do Ajuru e Oeiras do Pará. O rio Limoeiro banha a sede municipal e deságua no rio Trombetas.
Várias ilhas fluviais, formadas pela hidrografia local, estão presentes, tanto a noroeste como a sudeste.
No rio Pará está as maiores ilhas que são: Ilhas Grande, Paulista, Conceição, Machado e Paquetá. No trecho do rio Tocantins encontram-se as ilhas Saracá, Araraim, Melgueira, Paquetá, entre outras.
A vida nessas ilhas é marcada pelo extrativismo do açaí, sendo o município considerado um dos maiores extrativistas do mundo. Outras comunidades ribeirinhas também vivem do extrativismo, estas localizadas principalmente nas margens dos rios Limoeiro, Pará e Tocantins. Segundo o Censo de 2022 do IBGE, a população de Limoeiro do Ajuru chegou a 29.569 habitantes, um crescimento de 18,18 em comparação com o Censo de 2010.
