Bastidores de Marituba e o tabuleiro do poder

Entende-se que lacunas inflamáveis foram deixadas e os interesses de poder são similares; porém, construir musculatura política desde já tende a fortalecer os envolvidos para 2028. Logo, o temor é que o clã Antônio Armando eleja Erika de Castro Sabino deputada federal e Celso Sabino senador ou vice-governador. Este cenário os fortaleceria para 2028, contudo, as alianças com os principais caciques locais não estariam garantidas em função das rixas deixadas no passado. Vejamos: “Mello conversa com Mário, que conversa com Moysés Mendes e com Everaldo Aleixo; mas, destes, quem conversaria com Patrícia Alencar?”. “Mello, Moysés Mendes, os Besteiros e Mário Filho conversariam com Antônio Armando?”. “Everaldo Aleixo conversa com Antônio Armando, com Mário Filho, com Moysés Mendes e até com Mello; mas conversaria com Patrícia Alencar?”. Nesse vaivém de diálogos, há apenas uma vaga para a cabeça de chapa, onde só os mais fortalecidos terão musculatura para entrar no ringue e vencer.

Jece Cardoso

Patrícia Alencar isola aliados

Desta vez, quem caiu na malha fina foi o jovem vereador Pedrinho Borges. Após se posicionar como o protagonista da campanha de reeleição do deputado estadual Gustavo Sefer (PSD) em Marituba, o vereador passou a ser figurante. Ele ainda enfrenta problemas de infidelidade partidária, questionado na Justiça pelo suplente, Igor Castro.

Jece Cardoso

Eleição decisiva em Benevides para Ronie Silva

O deputado estadual Ronie Silva (MDB) desponta como alternativa para liderar uma oposição unida contra Luziane Solon. Porém, o desafio é grande: para se consolidar como uma ameaça real, Ronie precisa se reeleger com uma votação histórica em Benevides. O cenário exige recuperação, já que seu grupo político se fragmentou após 2020. Como reflexo disso, sua última candidatura à Alepa não chegou a 5 mil votos locais, enquanto o candidato governista superou os 10 mil votos nas urnas benevidenses.

Jece Cardoso

Amazônia Atlântica e o desafio da sustentabilidade

A pesca artesanal é a principal atividade econômica, realizada com técnicas que respeitam os ciclos naturais dos peixes e mariscos. O manejo sustentável é essencial para garantir a continuidade dos recursos e a própria sobrevivência dessas populações. Além disso, as festas, músicas e culinária com ingredientes locais reforçam a identidade cultural única da região. O desafio, porém, está no equilíbrio entre preservar essa cultura e lidar com as pressões externas, como a expansão do turismo, a poluição e a degradação ambiental. Entre outras cidades, citamos Maracanã, Salinópolis, São João de Pirabas, Santarém-Novo, Magalhães Barata, Marapanim, Curuçá.

Ícaro Gomes

A história dos quilombos na região do Baixo Tocantins

Em estudos da historiografia paraense, têm-se encontrado indícios da formação de vários quilombos no Baixo Tocantins. Alguns foram destruídos, enquanto outros jamais foram descobertos. Os quilombolas, quando ameaçados pela reescravidão e pela busca por sobrevivência, adentravam matas, rios e igarapés. No interior da floresta, reproduziam novos mocambos, como ocorreu no Distrito de Juaba (Cametá), em Mocajuba e em Baião. No distrito de Juaba, às margens do igarapé Itapocu, formou-se, na segunda metade do século XVIII, o quilombo do Mola (ou Itapocu), um dos mais importantes focos de resistência negra da região.

José Carlos Barroso

"País um pouco difícil" e "perigoso politicamente"

A ideia de que há uma polarização na cena política nacional tem sido disseminada e reproduzida pelos diferentes campos ideológicos. Esse fenômeno significa que as pessoas estão se dividindo em posições radicalmente opostas. Contudo, há controvérsias. Tomemos, por exemplo, a política do Pará, onde os pensamentos de esquerda e direita ora se fundem, ora se dividem, dependendo de interesses — não ideológicos, mas de poder. No Brasil, o que se observa é que o conceito de esquerda e direita não tem importância em sua essência; o que vale é o caminho para se chegar ao poder.

Jece Cardoso

As mexidas no governo de Patrícia Alencar e a saída de Anderson Lima da SEGOV

Nesse enredo político, o então titular da pasta, Anderson Lima, era visto como o grande articulador desse projeto de poder. No entanto, os percalços na Justiça Federal jogaram um balde de água fria nos planos, paralisando a caminhada da prefeita. Na tentativa de blindar a gestora das demandas locais, Anderson Lima focava em ações estritamente políticas, afastando a prefeita de diálogos com aliados que ele considerava sem retorno eleitoral.

Jece Cardoso

Eleições de 2026 redesenhando o cenário político de Marituba

Com a saída de Moysés do circuito, a situação melhora para outros aliados dos Barbalhos, como Allan Besteiro, agora no PSD, que pleiteia concorrer a deputado estadual; Pedrinho Borges, também no PSD, que propaga uma candidatura a deputado federal; e Antônio Armando, que vê na candidatura da filha um caminho para voltar à política como protagonista.

Jece Cardoso

Estudando Marituba: rio Mocajatuba, as ocupações, as matas ciliares e os alagamentos...

A expansão urbana ocorrida no município de Marituba se deu de forma desordenada e em grande parte das margens dos corpos hídricos pertencentes à Bacia Hidrográfica do rio Mocajatuba, a partir do crescimento desordenado, e a abertura de estradas sem prévio planejamento, tem-se dado início aos impactos, não só município, mas também na região. A Bacia Hidrográfica do rio Mocajatuba está presente em cerca de 42% do território de Marituba, e seu principal corpo hídrico, o rio Mocajatuba é responsável pelos eventos de alagamentos na BR 316, além do tipo de relevo suave ondulado e a ocupação irregular que contribuem para os transtornos ocasionados em toda a RMB.

Jece Cardoso

Entrevista com Eloizo de Vasconcelos

José Carlos Barroso

Na dúvida, para não cair na infidelidade partidária, vereador de Marituba vai arriscar à câmara federal

Jece Cardoso

Do barco à inovação, e como Algodoal pode virar referência em gestão de resíduos

Ícaro Gomes