O Clima esquentou pelos bastidores políticos de Marituba com uma verdadeira guerra silenciosa pelo controle da Câmara Municipal

Ex-prefeito Antônio Armando e a prefeita Patrícia Alencar

Os bastidores da Câmara Municipal de Marituba viraram um verdadeiro campo de batalha. A disputa para saber quem vai suceder o vereador Raimundo Carneiro na presidência da Casa, em dezembro de 2026, abriu uma guerra de poder com reflexos diretos para as eleições de 2028.

De um lado, a prefeita Patrícia Alencar tenta emplacar seu favorito de carteirinha: o vereador e médico Dr. Diego Rodrigues. Fontes ligadas ao palácio afirmam que a vaga é uma promessa antiga da prefeita, uma recompensa pela lealdade de Diego desde a campanha de 2020. Mas o que parecia um plano perfeito começou a desmoronar.

O vereador Gilberto Souto (PRD) decidiu peitar o Executivo. Ele quer a presidência a qualquer custo e, para isso, fechou uma aliança altamente perigosa com o grupo do União Brasil e PP, liderado pelo ex-prefeito Antônio Armando. A moeda de troca? O apoio de vereadores à candidatura de Erika de Castro Sabino (filha de Antônio Armando) para a Câmara Federal.

Essa articulação paralela caiu como uma bomba no gabinete da prefeita. Antônio Armando foi rápido e montou um bloco de peso na Câmara para carimbar os votos de Erika. Ele já conta com:

Flávio Farias (UB), suplente que assumiu a vaga após Antônio Armando Júnior se afastar para assumir a Jucepa — uma manobra apadrinhada pelo deputado federal Celso Sabino; Devaldo Valente (PSD) e o próprio Gilberto Souto (PRD).

Com isso, Erika Sabino hoje divide o parlamento de igual para igual com Jader Filho, o candidato oficial da prefeita. A pulverização de apoios para deputados estaduais e federais virou uma constante na CMM.

Mas não se engane, o apoio à filha de Antônio Armando não é o que realmente tira o sono da prefeita. O verdadeiro terror de Patrícia Alencar é ver Gilberto Souto derrotar Dr. Diego Rodrigues na disputa pela Mesa Diretora. Se isso acontecer, o MDB da prefeita — que já minguou de 6 para 4 vereadores após as saídas de Allan Besteiro (para o PSD) e Júnior Amaral (para o PP) — perderá totalmente a força. Enquanto o MDB encolhe, o grupo que costura silenciosamente dobra de tamanho.

O bloco de Antônio Armando ganha musculatura a cada dia, arrastando lideranças testadas nas urnas com mais de 600 votos. Se eles conquistarem a presidência da Câmara agora, vão demonstrar um poder de fogo assustador para tentar tomar a prefeitura em 2028.

Para piorar o cenário da prefeita, o grupo de Antônio Armando já estaria de conversas alinhadas com os influentes irmãos Aleixos. Uma união bombástica desenhada para arrancar Patrícia Alencar do poder.

O sinal de alerta máximo foi ligado no Executivo de Marituba. Agora, mais do que nunca, a sobrevivência política de Patrícia Alencar depende diretamente da reeleição de Hana Ghassan ao governo do Estado. Patrícia sabe que precisará das mãos fortes do ex-governador Helder Barbalho para apagar esse "fogo amigo". Caso Hana perca o governo, Patrícia Alencar estará sozinha e isolada para enfrentar um novo e gigante grupo político em Marituba — um monstro que nasceu de dentro do seu próprio governo.

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Jece Cardoso

Colunista

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