Patrícia Alencar isola aliados
O governo de Patrícia pune o dissenso de aliados. Quem ameaça sua forma de governar acaba isolado ou escanteado na política local. Dois exemplos claros dessa dinâmica são o vereador Júnior Amaral (MDB), alijado do processo, e Anderson Lima, então presidente do partido no município, enviado para o "banco de reservas".
Após renunciar à disputa por uma vaga na Câmara Federal devido a problemas administrativos na Justiça Federal, a prefeita recolheu-se. Agora, ela tenta marcar território em Marituba para demonstrar sua força política local ao clã Barbalho, apesar de as chuvas não darem trégua à sua gestão. Os efeitos do El Niño têm causado mais alagamentos do que o esperado para o volume de gastos com macrodrenagem — que, segundo ela, somam quase 30 milhões de reais em recursos do governo federal prometidos por Jader Filho.
Desta vez, quem caiu na malha fina foi o jovem vereador Pedrinho Borges. Após se posicionar como o protagonista da campanha de reeleição do deputado estadual Gustavo Sefer (PSD) em Marituba, o vereador passou a ser figurante. Ele ainda enfrenta problemas de infidelidade partidária, questionado na Justiça pelo suplente, Igor Castro.
Diante disso, a prefeita Patrícia Alencar colocou a própria irmã, Paula Alencar — que já foi secretária da Semasc e hoje comanda a Secretaria Municipal de Saúde de Marituba —, na linha de frente do deputado no município. Sobrou para o vereador apenas gravar um vídeo chamando Gustavo Sefer de “Meu Príncipe”.
Na prática, Patrícia Alencar não permite em seu governo nenhum protagonismo que não seja o seu. Seus aliados, por falta de alternativa, têm que rezar por sua cartilha; do contrário, ela fecha o cerco. Tudo indica que a prefeita vai governar até as eleições de 2028 nessa linha: protagonismo somente o seu e de sua família. Fora isso, resta aos teimosos o alijamento ou o “banco de reservas”.
