Xadrez Político no Pará: quem fica com as vagas na Câmara Federal?
A disputa para a Câmara Federal no Pará está acirradíssima. Dentre as projeções de partidos e federações para preencher as 17 vagas disponíveis, a briga no MDB parece ser de titãs por conta das grandes estruturas políticas. Nomes como Jader Filho, Priante, Adriano Coelho, Renilce Nicodemos, Antônio Doido, Erika Sabino, Keniston Braga, Cássio Andrade e Tonhão (presidente do Clube do Remo) encabeçam a fila. Ao todo, são 10 candidatos emedebistas ao parlamento federal. Segundo os prognósticos iniciais, o partido disputa diretamente 4 vagas, mas o sucesso final dependerá do desempenho das outras siglas para conquistar mais cadeiras.
Pelo lado de Daniel Santos, o Podemos conta com Alessandra Haber, Bob Fllay e Olival Marques comandando a nominata de 18 candidatos. Como o partido lançou chapa completa, a expectativa é preencher 3 vagas. Com o mesmo objetivo está o PL, que traz o filho de Éder Mauro, Rogério Barra, concorrendo à vaga do pai. A sigla conta ainda com Delegado Caveira e Joaquim Passarinho, estes dois últimos em busca da reeleição.
A federação PT/PV/PCdoB vê a possibilidade de reconduzir Dilvanda Faro, que traz consigo seu filho, Yuri Faro, para a disputa. O grupo conta também com Airton Faleiro, que busca a reeleição — todos filiados ao PT. Já o PSD projeta reeleger Júnior Ferrari e Raimundo Santos.
A federação União Brasil/PP aposta que pode eleger pelo menos um deputado, apostando em Lu Ogawa, irmão do prefeito de Barcarena. O PSB acredita no potencial de Andreia Siqueira e Carol Raque, projetando chances reais de êxito para uma delas nas urnas. Uma incógnita à parte é o partido Novo, que apresenta os nomes de Allen pelo Pará e Vavá Martins.
Em todo esse cenário de probabilidades, o MDB é quem deve estar sob forte expectativa. Se as outras legendas e federações não atingirem um bom desempenho nas urnas, o partido poderá ampliar sua bancada na Câmara Federal. Caso contrário, o número de eleitos pode cair para 3, deixando candidatos muito bem votados de fora — naquela velha máxima do futebol: "bater na trave, pingar em cima da linha e não entrar".
