O desafeto e as consequências ao clã
Os últimos acontecimentos às eleições de 2026 no Pará, principalmente ao governo do estado, têm mostrado certo desespero do atual governador, que vai ter que abandonar o cargo no próximo mês, e quem ele quer que seja a sua sucessora, não consegue decolar nas pesquisas. Mas a preocupação do governador, não é somente isso, também o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, tornando-se uma ameaça à reeleição de seu parceiro e amigo: Luiz Inácio lula da Silva.
Helder Barbalho sabe, que se Flávio Bolsonaro vier a ganhar a Presidência da República, este deverá querer se vigar dos desafetos de seu pai, Jair Bolsonaro, e deverá não poupar o aparelhamento estatal, tipo: Polícia Federal, CGU e MPF nas investidas contra ações não muito republicanas de seus desafetos, e os empréstimos que o governo Helder Barbalho fez de bilhões de reais, endividando todo o estado, deverão ser colocado em xeque e sobre a mesa dos poderes, principalmente do judiciário.
No estado, se o seu desafeto Daniel Santos, vier a ganhar a direção do governo do Pará, a história também não será diferente, logo, serão duas pesadas investidas contra o clã Barbalho, e se isso vier acontecer, seu futuro como senador não terá dias fáceis.
Para tirar ainda mais o sono do líder barbalhista, tem o deputado estadual Chicão que não decola para o senado, e este sem mandato, com Flávio Bolsonaro vencendo rumo a Brasília e Daniel Santos no Pará, e Chicão sem mandato, este vira presa fácil para os desafetos do clã que domina o Pará, onde a “Operação Expertise” até então paralisada, pode virar um pesadelo e proporcionar até prisões e delações premiadas.
Assim, Helder, se não está tendo vida fácil com aquele que um dia já foi o seu aliado, imagine se este chegar ao poder e o Lula vir a perder a Presidência da República. Tudo poderá ficar ao “Rei do Norte” bem mais difícil.
