Sucessão: em quem a prefeita Patrícia Alencar está pensando?

Prefeita de Marituba, Patrícia Alencar

As expectativas em torno da reeleição de Hana Ghassan não foram além ou se mantiveram como a prefeita imaginava. Contudo, os protetores de Patrícia Alencar, Helder e Chicão, foram eleitos ao Senado, o que a ajuda em seu "carma" jurídico na Justiça Federal, em Brasília.

Em Marituba, mesmo com Daniel Santos eleito governador, a oposição tropeça nas próprias pernas devido a um desgaste crônico — fruto de uma mentalidade ultrapassada, unipessoal demais. Esse cenário oferece à prefeita condições para planejar um sucessor, abafando, por ora, qualquer um que se manifeste pela Câmara Municipal. Essa mesma Câmara, inclusive, parece ter como base de seu regimento interno seguir a voz da prefeita, como bem demonstram as votações das prestações de contas de ex-prefeitos e a escolha do presidente da Casa.

Os boatos de que seu cunhado — marido da multisecretária — seria o escolhido não vingam, pois a lei eleitoral não permite. Há quem diga, também, que a prefeita já deixou claro, em alto e bom tom, que seus primos não estão nessa lista de sucessão. Será?

Se na Câmara não há um "iluminado" e nem na família, onde estaria esse abençoado? Certamente precisará da unção dos senadores eleitos pela “onda azul”. Não poderia ser a candidata a deputada federal mais votada em Marituba, que "bateu na trave" e não entrou, afinal, seu marido causou muito descontentamento à dupla de senadores "arroz e feijão". Mas seria o seu ex-marido, que entrou na reta final para garantir em Marituba a vitória de Hana e Chicão e, como abelha, fez muito enxame, mas não trouxe votos?

Patrícia Alencar guarda a sete chaves o nome do escolhido para a sua sucessão. Com mão de ferro, ela reprime quem tenta abusar de sua boa vontade ou colocar as "manguinhas de fora". Afinal, a gestora, a mandante e a única capaz de movimentar a política local; não há, na política de Marituba, ninguém mais empoderada que a prefeita.

Aos raios nascentes das eleições municipais de 2028, resta aos militantes de Patrícia Alencar esperar, divididos entre a agonia e os sonhos sobre quem será o sucessor.

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Jece Cardoso

Colunista