Política, politização e politicagem

Ilustração ao texto

Estamos em um ano eleitoral, onde os olhares à disputa para presidente da República e aos governos dos estados ditam o formato da campanha eleitoral que vem por aí, porém, o brasileiro em função do alto grau de corrupção que vive a nação brasileira parece não se sentir muito confortável para falar sobre a política nacional.

Palavra esta, que vem do grego “polis”, que significa cidade. Num conceito geral, a política é a arte de governar, de gerir os destinos de uma cidade, estado, nação; é a atividade de excelência relacionada à vida pública.

A politização é o processo de tornar alguém ou grupo capaz de reconhecer a importância do pensamento ou da ação política. Contudo, o verbo politizar entrou de vez no vocabulário da política brasileira e ganhou circulação com um sentido negativo, sendo empregado para estigmatizar adversários e demarcar territórios, sempre em nome da ideia de que interesses políticos indevidos estariam a distorcer os termos do debate público, os valores tecnocientíficos e a adoção de medidas de impacto social.

Já a politicagem, é como uma política “mesquinha” de interesse pessoal, ou seja, usar a política para benefício próprio ou trocar favores particulares em benefício de si.

De um lado, a Política representa a arte de governar um determinado Estado. Nesse sentido, cada Estado é formado por membros dos poderes Executivo (que atua no governo da coisa pública) e Legislativo (que atua na criação de leis gerais). Por outro lado, a politicagem representa um conjunto de ações individuais que visa apenas o interesse próprio de certos representantes políticos com relação ao uso da máquina pública. Nessa contextualização, é perceptível que as pessoas tentem apontar quem é o melhor candidato, na maioria das vezes, não pelo trabalho coletivo que desenvolveu ou que venha a desenvolver para uma coletividade, mas cada um acabando “puxando para o seu lado”.

Já com muitas distorções, a “politização” nacional traduz bem uma época na qual a política perdeu valor, a democracia representativa está em crise e as lideranças políticas se deixam atrair pelas facilidades do discurso populista.

Essa época é de consensos difíceis. O “desentendimento” está plantado nela, fazendo com que as paixões ideológicas venham à tona de maneira distorcida e as verdades sejam disputadas sem mediações, a não ser aquelas derivadas do ativismo digital das claques governamentais e da dinâmica das redes sociais. Uma politização bem compreendida é a meta a ser perseguida na complexa sociedade de nossos dias. Seus pré-requisitos passam pela educação, pela democracia e pela recuperação da política como recurso básico dos humanos. Não é uma meta fácil de ser alcançada, e por isso mesmo precisa ser buscada com empenho, critério e discernimento por todos os democratas, fora isso, parece que os meios republicanos de se fazer política no Brasil, ultrapassaram os limites da democracia, não se sabendo para onde se quer ir, e nem tampouco, o que levar de melhor à sociedade.

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Bárbara Silva

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