Eleições de 2026 redesenhando o cenário político de Marituba
Ao se aproximarem as convenções, e sem que se saiba a verdade das pesquisas, os segmentos políticos alinhados ao clã Barbalho — diga-se de passagem, muito dividido no município — procuram ganhar fôlego ou, pelo menos, demonstrar que têm ar para chegar respirando a 2028. Além da prefeita Patrícia Alencar, Moysés Mendes, o casal Mello e Antônio Armando (pai, filho, filha e genro) tentam arrumar um palanque para si. No entanto, enfrentam certa dificuldade, pois acostumaram seus eleitores a uma dança na qual agora perderam o ritmo. Moysés Mendes até ensaiou uma candidatura a deputado estadual, mas viu que nadar de braçada na política de Marituba não é tarefa fácil, principalmente quando a realidade foge do "mundo real" e o surreal é inesperado. Na dúvida, orientou seus seguidores a procurarem seus respectivos candidatos, pois ele se recolheria aos seus negócios de importados, que certamente lhe proporcionam mais lucro.
Com a saída de Moysés do circuito, a situação melhora para outros aliados dos Barbalhos, como Allan Besteiro, agora no PSD, que pleiteia concorrer a deputado estadual; Pedrinho Borges, também no PSD, que propaga uma candidatura a deputado federal; e Antônio Armando, que vê na candidatura da filha um caminho para voltar à política como protagonista.
Já no bloco de Daniel Santos, o ex-prefeito Mário Filho vê uma brecha na direita para ressurgir: abrigou-se no PL e busca refazer seu caminho eleitoral. Isso virou um problema para Everaldo Aleixo, que já não está mais sozinho na cozinha de Daniel Santos; Mário Filho apareceu na sala de estar, quem sabe para lhe dizer: "olá!".
