A janela eleitoral está se fechando
Dia 4 de abril (seis meses antes do 1º turno) é a data-limite para que todas as legendas e federações partidárias obtenham o registro do respectivo estatuto no TSE. Essa data também é o prazo final para que todos os futuros candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam disputar as eleições. Até essa data também devem estar com a filiação partidária deferida pela agremiação pela qual pretendem concorrer. E é nesse clima de definições que o dia 4 se aproxima, onde Daniel Santos de esquerda passou a ser de direita, e do PSB foi para o Podemos. Porém no outro dia, o Partido Socialista Brasileiro anunciado sob a direção da deputada federal Alessandra Haber, por Geraldo Alckmin, passou para as mãos da deputada federal Andreia Siqueira, que saiu do MDB para comandar o partido socialista, dessa feita, com as bênçãos de João Campos, prefeito do Recife e o atual presidente nacional do partido.
A ida de Daniel Santos para um partido de direita, já era esperada, dada as investidas dos caciques do PL a essa formatação para o seu apoio ao rival de Helder Barbalho, bem como, já estava nas entrelinhas, que Helder ia mexer por cima à queda de Alessandra Haber, caso o casal mudasse de legenda. Até aí nada de novo, porém algumas articulações paralelas nesses poucos dias de definições partidárias vêm acontecendo, como uma falada ida de Mário Couto ao DC para ser candidato a governador, onde se imaginava que o bloco do PL estava fechado em prol de Daniel Santos.
Em outra saga, corre o deputado federal Celso Sabino na busca de ser candidato a senador, já que Helder Barbalho lhe fechou a porta para tal sonho no bloco da esquerda, mesmo Celso, aparentemente ter as bênçãos de Lula, mas aqui no Pará, tudo indica que quem dá as ordens é o “Rei do Norte”. Sabino foi para um diálogo com a Federação PRD/SLD, mas lá nos parece que vaga para deputado federal tem, mas para senador, um tanto complicada. No DC a história é a mesma, e assim continua seguindo o deputado federal atrás de um milagre, onde crê que o coração de gelo do “Rei do Norte” derreta em prol de sua candidatura ao senado. Já na direita, as candidaturas de Eder Mauro pelo PL e de Zequinha Marinho pelo Podemos lhes fez sumir ao horizonte, restando-lhe essas opções (PRD/SLD e DC) e quem sabe um olhar mais piedoso do PSOL.
Em todas as altas costuras pelos bastidores políticos rumo às eleições de 2026 no Pará, está o PSOL, antigo aliado de Helder, mas que virou ferrenho adversário após as eleições de 2024, onde o clã Barbalho, através de Igor Normando, pois por terra a política-eleitoral de Edmilson Rodrigues, líder do Partido Socialismo e Liberdade. Agora, uma candidatura ao governo do estado do partido, é importantíssima para os interesses dos Barbalhos, na tentativa de fazer Hana Ghassan governadora do Pará, principalmente para Daniel Santos não ter a chance de matar logo o jogo no primeiro turno.
Mais alguns dias de intensas articulações e definições partidárias às eleições de 2026 no Pará.
