Em Marituba, expectativa em torno da decisão de Patrícia Alencar
Os olhos e as mentes pelos bastidores da política local estão feitos satélites em órbitas sobre o que a prefeita maritubense vai definir, se deixa o mandato e concorre à câmara federal ou se permanece no cargo e reorganiza o seu time para a sua sucessão em 2028.
A permanência de Patrícia no cargo, caso Hana vença no pleito de 2026, subtrai muitas articulações políticas na base do MDB local, mas se Patrícia viesse a sair da função para concorrer este ano, o seu grupo político poderia ficar descompactado e lideranças dentro da base “Barbalhista”, que tentam alçar voos, deslumbrarem possibilidades de chegarem ao comando do executivo de Marituba. Mesmo que a candidata de Helder Barbalho ao governo do Estado venha a perder, com Patrícia no comando da prefeitura, os que restarem de servos políticos do clã no município, não teriam força financeira e nem política ao confronto com a máquina municipal, restando-lhes se unir com Everaldo Aleixo, não para ser cabeça de chapa, mas meramente aliados deste, fortalecido por Daniel Santos, caso viesse a ser governador.
Como em Marituba há muitos segmentos políticos, fora do contexto da prefeitura, e estes são totalmente divergentes em interesses, resta saber, se caso Daniel Santos chegasse ao comando do executivo do estado, estes se subordinariam aos irmãos Aleixos? Não muito provável, pois entre arriscar entre uma candidatura solo, que possa ter êxito ou não, e arriscar numa com o mesmo perfil variante de sucesso, melhor arriscar em si, e isso foi visto no pleito de 2024!
Com toda a correria que Moysés Mendes está fazendo pelos bastidores, será que ele aceitaria ser vice de Everaldo Aleixo?
E na outra ponta, tem o Mário Filho, que foi goleado no pleito municipal passado por Patrícia Alencar, abraçado com Everaldo Aleixo, num momento em que o seu próprio irmão, Branco Aleixo, lhe virou a costa. Será que o ex-prefeito faria novamente o que fez em 2024? Ele começou uma nova correria no município, mas para quê? Embalar no berço Everaldo Aleixo como no pleito passado ou ser vice de MM? Possivelmente não!
Nessa contextualização de desconfiança é que caminha a oposição da prefeita, que mesmo com certo desgaste administrativo, em função de escândalos de corrupção, e pessoais, não se sabe como ainda tem força política em Marituba para fazer sucessor, porém, a sua saída do governo beneficiaria quem? Certamente quem pudesse agregar uma espécie de “gregos e troianos” na tão divergente e carente Marituba de "todos os santos". Agora quem?
