Os problemas de energia elétrica, água e de transporte coletivo em Benevides

O município de Benevides vai fazer em dezembro deste ano, 64 anos, mas tem a sua história de povoação desde 1875, quando era conhecido por colônia agrícola Nossa Senhora do Carmo; em 1878 ficou denominado também como povoado de São Miguel Arcanjo. Com a construção da rodovia BR-316, a sede do município ficou bem distante da BR, dando a este município certo isolamento ao ir e vir pela rodovia, diferentemente de Ananindeua, Marituba, Santa Isabel do Pará e Castanhal.
É um município no contexto da região metropolitana da grande Belém que tem uma área territorial de 187,826 km², e com relação a Ananindeua e Marituba possui menos áreas de terra invadidas, onde só tem mais habitantes que Santa Bárbara do Pará dentro da RMB. Apesar de possuir baixo índice de violência com relação à capital, Ananindeua, Marituba, Santa Isabel do Pará e Castanhal, possui alguns problemas crônicos e gravíssimos ao seu desenvolvimento, no qual a sua população padece com as constantes quedas e faltas de energia elétrica, abastecimento de água potável e com a precariedade do transporte coletivo.
O sistema de distribuição de energia elétrica para as casas e estabelecimentos comerciais é antigo e precário, com isso, problemas na rede são constantes. Já os sistemas de abastecimento de água foram construídos em sua maior parte, no período do governo Luiz Solon, que começou em 1996, onde alguns sistemas foram construídos em bairros que tinham cerca de 200 famílias. Benevides tinha nesse período cerca 35.546 habitantes, de acordo com o IBGE, uma densidade demográfica de 200,03 habitantes por quilômetro quadrado, porém, sua população aumentou, principalmente pela periferia da sede e novos bairros surgiram oriundos das ocupações de terra e os sistemas de abastecimento de água se tornaram ultrapassados e sem condições de atenderem mais pessoas.
A rede de distribuição de energia elétrica está obsoleta, na qual a empresa que administra o serviço não consegue renovar os cabos de 'alta tensão', já na distribuição de água, se procura fazer o paliativo, que é cavar mais os poços, onde as águas a cada temporada se tornam escassas, tipo de serviço que não resolve o problema.
A cada queda constantemente de energia elétrica no município fica notório que o sistema de distribuição não suporta mais abastecer o número de residências existentes na atualidade em Benevides e estabelecimentos comerciais, e com relação às constantes faltas de água – principalmente com as quedas de energia elétrica num bairro –, onde as bombas são ligadas diretamente para jogar água aos tubos das casas, somente sendo desligadas às 22h de segunda até sexta-feira, aos sábados e domingos estas não são desligadas, sem reservatórios e cuidados para com a saúde da população, isso proporciona mais problemas dessa feita à saúde de quem utiliza a água para consumo.
Com relação ao transporte coletivo para os moradores saírem do município até a capital: é dificultoso. Essa problemática não é de agora, mas que somente vem piorando com o passar dos anos, e os geladões se tornaram mais um paliativo, quando estudantes, trabalhadores e pessoas que vão atrás de consultas especializadas e exames padecem nas paradas, onde em percursos internos no município, estas nem existem, sendo à frente de pontos comerciais, os abrigos para se apanhar e descer de um transporte coletivo.