A musicalidade mariuara, de 80 aos dias atuais

A música, assim como, as artes plásticas fazem parte da comunicação. A arte, em suas diversas formas, é uma poderosa ferramenta de expressão e transmissão de ideias, emoções e mensagens. Em Marituba, na década de 70 e 80, o grupo raízes mostrava fora do estado a cultura mariuara, onde as composições de Léo Monteiro já insinuavam o que Marituba tinha e tem de melhor. Com o desmanchar do grupo, Léo Monteiro continuou a sua jornada nas composições e melodias, onde a Escola de Música da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi por longo tempo o seu ambiente de aprendizado. Na ‘terra dos umaris’, este amante e apaixonado pela música procurou ensinar muitos na arte de manusear violão e guitarra, pôs o seu conhecimento a serviço da sociedade maritubense.
Também não podemos esquecer outro grande mestre no dedilhar de violões, o Nonato, um simples motorista de ônibus de linha urbana Marituba-Belém, que ao pegar um violão mostrava e ainda mostra todo o seu talento.
Mas o celeiro mariuara é tão repleto de talentos, que não podemos esquecer-nos de Aluízio, dos irmãos Lindomar Gomes e Haroldo Gomes – estes que no final da década de 80 e início da década de 90 foram uns dos primeiros a fazerem serestas pela vida noturna de Marituba –, onde a área da antiga escola Bethânia, Paróquia Nossa Senhora de Lurdes, na Pedreirinha foi o início da trajetória desses, depois veio outros grupos onde apresentavam toda a sua musicalidade.
A Banda Brasil na década de 90 também marcou as noites mariuara. Já no ritmo Tecnomelody, a banda “Os Canibais” marcou época, principalmente com a canção: ‘A Nossa Historia de Amor’.
Muitos outros músicos marcaram as décadas de 80 e 90 se apresentando em bares e ambientes festivos de Marituba, onde o saudoso Saint-Clair também fez história em solo maritubense. Também não se pode esquecer-se do cantor Denilson Cunha que continua se apresentando em eventos, até mesmo fora de Marituba.
Mas por aqui também tivemos o compositor Nazareno Rufino (in memoriam) e tantos outros que tornam Marituba uma terra privilegiada de admiráveis talentos.
Já na linha do Brega, nos anos 80 e 90 em Marituba, despontou Carlos Nascimento que chegou a morar na Pedreirinha, hoje bairro do município de Marituba, este fez muito sucesso com as suas músicas divertidas. E na guitarrada, o mestre Curica, onde o seu nome é Raimundo Leão Ferreira Filho, é o ícone emblemático do solo de guitarra paraense.
Dos anos 80 até os dias de hoje, o surgimento de novos talentos mariuaras não cessam, e no atual cenário, o destaque é o músico Darlon Douglas, já premiado diversas vezes, inclusive agora com um álbum em espanhol para a participação e um festival internacional.